sábado, 11 de junho de 2011

Os Meninos da Rua Paulo (Ferenc Molnár - Tradução Paulo Rónai)


Dicas para identificar um clássico: sua capacidade de atravessar épocas e fronteiras e, indiferente a modismos e tendências, permanecer encantando leitores de qualquer idade ou experiência, em todos os lugares do mundo.
Em toda a literatura mundial contam-se nos dedos os clássicos da juventude. Na maioria dos casos, são obras escritas para adultos, que, com o tempo, geralmente graças a uma adaptação, se transformam em leituras para adolescentes. D. Quixote, As Viagens de Gulliver, Robinson Crusoé, David Copperfield, Os Miseráveis são outros tantos exemplos de semelhante transmutação.
Ainda mais raro o caso contrário: livros destinados originalmente a um público de jovens e que passaram a interessar pessoas de todas as idades. Um deles, é sem dúvida, Os Meninos da Rua Paulo do húngaro Ferenc Molnár.
Desde sua primeira edição entre nós, em 1952, Os Meninos da Rua Paulo, a mais famosa novela de Ferenc Molnár, quebrou todas as barreiras: teve mais de um milhão de leitores só no Brasil, mais de oitenta reimpressões, foi adotado em escolas do país inteiro e, mesmo dirigido ao público infantil e juvenil, encantou igualmente os adultos.
O livro aborda a disputa de dois grupos de adolescentes por um terreno baldio de uma rua de Budapeste. Trata-se de fato comum na vida dos garotos de todas as cidades do mundo, mas que na narrativa do grande escritor ganha a dimensão de obra-prima planetária, comprovada pelas sucessivas reedições, em húngaro e depois em inúmeros outros idiomas.
Neste ambiente conflituoso, o estudo psicológico dos personagens é perfeito. Molnár descreve com paixão os problemas íntimos, as peripécias e reações comuns a todos os meninos e meninas que, em qualquer país, procuram espaços para o indispensável exercício do espírito lúdico.

domingo, 5 de junho de 2011

Ressurreição (Machado de Assis)

Félix, um rapaz de 36 anos, viu cair em suas mãos uma inesperada herança que o levantou da pobreza. Desde que se tornaria rico nunca mais trabalhou; se entregou ao repouso de corpo e alma.
Félix nunca se iludiu por tanto tempo com moça nenhuma, mas quando conheceu Livia, irmã de Viana, apaixonou-se pela bela viúva de 24 anos no mesmo instante em que a viu.
Livia desde que ficou viúva somente teve olhos para seu filho Luís, mas o doutor Félix conseguiu ganhar o coração de Livia.
Quando Raquel, filha do amigo Coronel foi desenganada por todos os médicos, o Doutor Félix foi visitá-la e sugeriu ao coronel que mandasse sua filha para um ambiente trânqüilo.
Livia oferece-se para receber Raquel em sua casa nas Laranjeiras, tendo elas se tornado grandes amigas.
Raquel guardava um antigo amor por Félix.O Doutor há muito tempo sabia desse amor, mas jamais lhe dera esperança.
Com a recuperação de Raquel e o grande amor que Félix e Lívia sentiam, Raquel abre mão desse amor pela amizade de Lívia.
Doutor Félix decidiu se casar com Livia, mas uma carta anônima põe tudo a perder. Félix decide viajar sem avisar a ninguém, deixando Lívia sozinha. Isso foi um dia antes do casamento.
Lívia adoece; Raquel decide ajudar a amiga e Félix, com o apoio de Meneses, por quem mais tarde se apaixona.
Apesar da boa intenção da moça, Félix tendo remorso foi visitar Lívia pedindo-lhe perdão por ter acreditado na falsa carta. Lívia recupera a saúde, perdoa Félix, mas decide viver sozinha com seu filho. Lívia isolou-se e nunca mais viu Félix, viveu apenas para educar seu filho e acabou indo para um convento.
Raquel e Meneses se casaram e viveram uma vida com muito amor. Doutor Félix passa o resto de seus dias solitário como sempre.

* Sobre a felicidade  Machado de Assis afirma no final do livro:
“Não a há de alcançar nunca, porque o seu coração se ressurgiu por alguns dias, mas esqueceu na separação o sentimento da confiança e a memória das ilusões”.