domingo, 25 de setembro de 2011

Ubirajara (José de Alencar)

Em sintonia com o objetivo de definir a nacionalidade, que no Brasil coincide com a independência do país, o romance indianista, com muita idealização, vai investigar o nosso passado histórico em suas origens mais intocadas, como é o caso de Ubirajara.
      O subtítulo da obra — “Lenda Tupi” - esclarece que Alencar remontará ao Brasil pré-colonial em que o índio, sem ter tido contato com a civilização européia, ainda se encontra em seu estado natural.
      A narrativa tem a finalidade de revelar a origem dos índios ubirajaras e se passa no encontro entre o Tocantins e o Araguaia.
      No primeiro capitulo (“O Caçador”), temos o jovem caçador araguaia Jaguarê, que aspirava à conquista da fama de guerreiro imbatível. Ele está no meio da mata, procurando novos desafios. Essa oportunidade, porém, não ocorre, pois quem ele encontra é a belíssima virgem Araci, “estrela do dia”, filha de ltaquê, chefe da nação tocantim.
      Nesse encontro, eles mantêm um breve diálogo e ela lhe diz : “O mais forte e valente [guerreiro] me terá por esposa.” Ele não se alista, mas pede que ela mande pretendentes para combatê-lo.
      Quando ela parte, Jaguarê, ao cruzar com Pojucã, guerreiro tocantim, começa uma luta titânica na qual o araguaia sai vencedor. Como era costume entre os povos primitivos, Pojucã segue como prisioneiro de guerra para a nação araguaia onde seria executado nos rituais antropofágicos.
      Com este feito heróico, Jaguarê torna-se o guerreiro Ubirajara, “senhor da lança”, e herda de seu pai, Camacã, o posto de chefe dos índios araguaias.
      Após essa conquista, Ubirajara busca uma outra: a da esposa. Embora o jovem guerreiro já tivesse a virgem Jandira, sorriso de mel, prometida como sua esposa, ele não conseguia se esquecer de Araci. Assim, afirma à sua prometida que não merecia seu amor. E pede que ela seja a esposa do guerreiro prisioneiro. A virgem, filha de Magé, não aceita tal proposta, pois o amava, e foge para a floresta. Em seguida, o herói parte para a nação tocantim.
      Lá ele é recebido com todas as honras de hóspede ilustre. Os índios acreditavam que um hóspede era um enviado de Tupã.
     Assim, seguindo as tradições, Ubirajara senta-se na taba do chefe ltaquê junto com os mais bravos guerreiros e os anciões para fumar cachimbo, compartilhado entre todos os presentes.
      Como “a lei da hospitalidade não consentia que se perguntasse o nome ao estrangeiro que chegava, nem que se indagasse de sua nação”, Ubirajara passa a ser chamado de Jurandir, “aquele que veio trazido pela luz do céu”.
      Depois de ter sido recebido com todas as honras, Jurandir pede ao grande chefe ltaquê que lhe conceda Araci como sua esposa. O chefe tocantim aceita e Jurandir, conforme as tradições daquele povo, deixa sua condição de estrangeiro para pertencer à “oca de ltaquê, e devia, como servo do amor, trabalhar para o pai de sua noiva”. Além disso, ele deveria disputar com os outros guerreiros tocantins a posse de Araci.
  Assim fez o guerreiro apaixonado, mas uma visita inesperada vem temperar a vida do par romântico: Jandira, a virgem araguaia, noiva de Jurandir, aparece com uma faca para ameaçar Araci.
      O guerreiro chega no exato momento para impedir uma tragédia, amarra Jandira e faz dela escrava de Araci: “— Jandira é tua escrava. Não lhe dês a liberdade. Ela tem a astúcia da serpente e seu veneno.”
      Araci dá a Jandira uma lição de moral, explicando-lhe os valores da cultura indígena: “Araci está alegre; porque o amor do guerreiro voltou-se para ela; e Jandira vai fazê-la companheira de sua glória e mãe de seus filhos. Quando a esposa de Jurandir não tiver mais beleza para seu guerreiro, ela consentirá que Jandira durma em sua rede.”
      Chega o dia em que os guerreiros devem combater para conquistar Araci. Durante os rituais de combate, a noiva canta: “Araci ama o mais forte e mais valente.
Ela pertencerá ao vencedor que vencer a bravura dos outros guerreiros, como venceu a vontade da esposa.”
      Jurandir passa por provas de força e astúcia, vencendo a todos os guerreiros. Então o chefe tocantim lhe diz: “Quando o estrangeiro chegou à cabana de ltaquê, ninguém lhe perguntou quem era e donde vinha. (...) Mas agora o estrangeiro saiu vencedor do combate do casamento e conquistou uma esposa na taba dos tocantins. É preciso que se Faça conhecer.” Jurandir, sabendo que seu prisioneiro de guerra (Pojucã) era filho do chefe ltaquê e irmão de Araci, resolve, mesmo constrangido, se apresentar: “Eu sou Ubirajara, o senhor da lança; e o maior guerreiro depois do grande Camacã, cujo sangue me gerou. Se quereis sabei por que tomei este nome ouvi a minha maranduba [história] de guerra.” Em seguida, relata sua batalha contra Pojucã e afirma que partiria no dia seguinte para assistir ao combate final de seu prisioneiro. Ele, então, ouve do chefe tocantim a declaração de guerra: “Parte. O sol que viu o estrangeiro na cabana hospedeira o acompanhará amigo; mas com a sombra da noite, mil guerreiros, mais velozes que o nandu, partirão para levar-te a morte”.
      Na partida. Ubirajara e Araci se encontram novamente. A moça deseja acompanhá-lo, mas o jovem afirma que jamais trairia o chefe ltaquê. Ela, portanto, deveria esperar pela batalha final.
      Quando Ubirajara volta à sua tribo, liberta Pojucã para que ele possa lutar ao lado de seu povo. Os araguaias, então, liderados por Ubirajara, seguem para atacar os tocantins, mas lá encontram os tapuias, que por uma questão antiga de vingança tinham o direito de atacá-los primeiro. Vence ltaquê que no entanto fica cego na batalha, o que o leva á busca de um sucessor, que deveria ser capaz de manejar o arco e a flecha tão bem quanto ele. Só Ubirajara o consegue, unindo o arco de ltaquê ao seu próprio arco, herdado de Cainacã, seu pai. É o momento épico do romance.
      O chefe ltaquê propõe paz à nação araguaia e, mais do que isso, afirma: “por teu heroísmo, e ainda mais pela nobreza com que restituíste a liberdade a Pojucã, tu merecias uma esposa do sangue do Tocantim”. Após um diálogo comovido, os dois guerreiros jogam suas lanças ao ar e elas se cruzam, simbolizando a união dos dois povos, formando um só: a nação ubirajara. As duas nações, dos araguaias e dos tocantins formaram a grande nação dos Ubirajaras, que tomou o nome do herói.
     Jandira, a virgem araguaia que também amava o jovem Ubirajara, torna-se a segunda esposa do guerreiro por sugestão da própria Araci: “Jandira é irmã de Araci, tua esposa. Ubirajara é o chefe dos chefes, senhor do arco das duas nações. Ele deve repartir seu amor por elas, como repartiu sua força.” Assim foi feito, já que a poligamia fazia parte da cultura dos indígenas.


Comentários do livro:

O livro se passa em um intervalo não muito grande de tempo. Os personagens não envelhecem, mas, a formação psicológica é muito alterada ao decorrer de várias modificações principalmente culturais. Em Ubirajara, focaliza-se a vida dos aborígenes em seu meio natural, livres, longe do contato com a civilização. Sendo o índio em comunhão com a natureza, fonte de inspiração para os escritores românticos. A narrativa é feita na 3ª pessoa, não havendo interferência do autor, que apenas relata a vida entre os índios. O índio de Alencar é visto através do mito do bom selvagem, é uma criação artística já que os descreve de uma forma pessoal e bastante idealizada, o índio é construído apenas com os detalhes positivos. Em todos os seus romances patenteiam-se o domínio da imaginação, prescindindo muitas vezes da observação que entra principalmente nas descrições dos costumes e do ambiente, comprovando isto, no livro, trata-se por exemplo, a lei da hospitalidade, que é um dos costumes entre as nações para receber um estrangeiro, que não pode ser interrogado sobre sua vida. “Os guerreiros que tinham acudido ao som da inúbia, deixaram passar o estrangeiro sem inquirir donde vinha, nem o que o trouxera. Era este o costume herdado de seus maiores; que o hóspede mandava na taba aonde Tupã o conduzia.” O texto foi escrito com vocábulos indígenas. José de Alencar buscou reconstituir traços que considerava essenciais na cultura do homem que primitivamente habitou o Brasil. Por isso, no livro trata-se apenas da vida do índio. O índio era visto pela visão de bom selvagem de Rousseau. Além do indianismo que reflete o nacionalismo e a exaltação da natureza pátria, essa obra revela uma preocupação histórica. Ubirajara-lenda tupi representa o índio em seu estado mais puro, pré-cabralino. A ação se desenvolve ás margens do Tocantins-Araguaia e relata a formação da grande nação Ubirajara. Lidos com os olhos de hoje, os romances indianistas de Alencar parecem exagerados nos sentimentos e nas boas qualidades atribuídas aos indígenas. Assim agindo, procurava demonstrar que o indígena brasileiro, apesar de primitivo, podia servir de modelo estético para a criação literária uma vez que fornecia elementos ricos de fantasia e imaginação , inclusive pela nobreza estilizada de seus traços humanos.

Personagens:
Os personagens principais são:

*Jaguarê, um jovem caçador filho do chefe da nação Araguaia, que estava para ser aclamado guerreiro desde que conquistasse uma grande façanha. Quando venceu o primeiro guerreiro dos guerreiros de Tupã, Jaguari recebeu o nome Ubirajara, “Senhor da Lança”, o mais forte dos guerreiros da nação Araguaia. Jurandir foi o nome escolhido por Ubirajara enquanto permanecia na cabana hospedeira de Itaquê. Depois, Ubirajara torna-se o chefe das nações.
*Jandira, a virgem formosa Araguaia que guardava para Jaguarê o seio de esposa. Sujeitou-se a morte pelo abandono de Jaguarê. No fim ficou sendo esposa de Ubirajara, pela nação Araguaia.
*Araci, a estrela do dia, é filha de Itaquê, pai da grande nação Tocantim. Haviam muitos guerreiros disputando seu amor mas, só o mais valente e forte a teria como esposa. Ao final, ela se tornou esposa de Ubirajara pela nação Tocantim.
*Itaquê, o grande chefe da nação Tocantim, pai de Araci e Pojucã. Depois de ficar cego, pede a Ubirajara que se torne também chefe da nação Tocantim, para vencer os Tapuias.
*Pojucã, um grande guerreiro e o chefe mais feroz da nação Tocantim, matador de gente, irmão de Araci, e inimigo de Jaguarê. Depois de aprisionado e libertado por Ubirajara, não fora mais um grande guerreiro. Houveram também outros personagens que fizeram parte do livro:.

*Tupã, o Deus do raio e trovão. Os Tupis atribuíam grande poder a essa divindade.
*Camacã, o grande chefe da nação Araguaia, pai de Jaguarê, depois passa o arco da nação Araguaia para seu filho.
*Jacamim, a mãe dos filhos de Itaquê.
*Canicrã, o chefe dos Tapuias.
*Pãa, um curumim, último filho de Canicrã, que cegou Itaquê, pois estava revoltado com a morte de seu pai.
*Crebã, um guerreiro, irmão de Pãa, filho de Canicrã.
*Tubim, um jovem caçador que tinha asas de abelha e recebeu o nome de Abeguar ao pegar o curumim Tapuia Pãa.
*Agniná, irmão de Canicrã que foi a frente dos Tapuias vingar a morte de seu
irmão.
*Majé, pai de Jandira. Tinha boas influências na nação Araguaia.

sábado, 24 de setembro de 2011

Bíblia Sagrada (Vários autores)


A Bíblia em Geral

(Resumo das passagens mais importantes)

  • Foi no seio do povo hebreu que nasceu a Bíblia. Ela divide-se em Antigo  e novo testamento. Em toda a bíblia vemos que se trata da aliança feita por Deus com os homens, principalmente por intermédio de Moisés e em seguida pelo ministério de Jesus Cristo.

  • O antigo testamento divide-se em três partes:
Ø   A Lei (Torá) que contém cinco livros (chamados mais tarde de Pentateuco): Gênesis (Livro das origens), Êxodo (O assunto principal é a saída do Egito), Levítico (Coleção de prescrições rituais relativas ao culto público e privado), Números (Narrações da permanência dos hebreus no deserto), Deuteronômio (Coleção de discursos e de exortações à fidelidade para com Deus).
Ø  Os profetas: Livros históricos
Ø  Os escritos: Salmos, na maioria do Rei Davi, Provérbios, Jó, Cântico dos Cânticos, Rute, Lamentações, Eclesiastes, Ester, Daniel, Esdras e Neemias e Crônicas.


  • A Bíblia católica divide os 46 livros do antigo testamento:
  1. O Pentateuco (isto é, a lei). São os cinco primeiros livros (gênesis, Levítico, Números e Deuteronômio), onde Moisés narra a criação do mundo e os primórdios da história do povo hebreu.
  2. Os livros históricos
  3. Os livros sapienciais
  4. Os livros proféticos
  • O novo testamento, com 27 livros, é dividido em:
1.    Cinco livros históricos: quatro evangelho segundo S. Mateus, S. Marcos, S. Lucas e S. João e         Atos dos Apóstolos. Os evangelhos narram a vida de Jesus Cristo, que procurou mostrar aos judeus e à humanidade o caminho que deviam seguir.
2.    Vinte e uma cartas dos apóstolos
3.    Um livro profético: o apocalipse de S. João

Gênesis


  • Deus é o criador do mundo e é distinto do universo. O homem (Adão) foi criado da terra, mas animado de um sopro de vida. Contudo, seduzido pelo poder da mentira, (onde Eva, a mulher, o fez comer o fruto proibido por Deus) desobedece à Deus para querer tornar-se igual à ele. Dessa forma, o pecado entrou no mundo. O homem foi excluído do Paraíso do Éden.
  • O homem continua no pecado e comete o seu primeiro crime quando Caim mata Abel; ambos são filhos de Adão e Eva.
  • Sobrevém  o dilúvio, onde pediu à Noé que fizesse uma arca pois haveria de chover quarenta dias e quarenta noites. Noé, sua família e vários animais foram salvos.

A Torre de Babel


  • Toda a terra tinha uma só língua. Alguns homens partindo para o oriente começaram à construir uma cidade e uma torre cujo cimo atingisse os céus. Mas o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que construíram e disse: Eis que são um só povo, disse ele, e falam uma só língua, com isso futuramente poderão executar todos os seus empreendimentos. Então, o Senhor confundiu a linguagem de todos, fazendo com que eles se dispersassem pela face de toda a terra e cessassem de construir a cidade. Por isso, deram-lhe o nome de Babel, ou seja, Torre de Babel.

  • Sodoma e Gomorra são supostas cidades que de acordo com a Bíblia, teriam sido destruídas por Deus com fogo e enxofre descido do Céu. Os seus habitantes eram cananeus. Segundo o relato bíblico, as cidades e seus habitantes foram destruídos por Deus devido a tantos pecados. Antes disso, Lot (filho do irmão de Abraão) havia sido avisado para não olharem para trás, ele e sua mulher. Porém, quando começou a destruição, a mulher de Lot olhou para trás e e ficou no mesmo instante convertida em uma estátua de sal. A expressão "Sodoma e Gomorra", se aplica por extensão as cinco cidades-estados do Vale de Sidim, no Mar Salgado ou Mar Morto. Eram elas: Sodoma, Gomorra, Admá, Zeboim e Bela (também é chamada de Zoar).  Sodoma e Gomorra, segundo o Antigo Testamento são duas antigas cidades próximas ao mar Morto. Diz-se que foram destruídas devido à indecência e às perversas práticas sexuais de seus habitantes. No livro de Deuteronômio, cap 29, versículo 24 a 27, diz que Sodoma e Gomorra foram destruídas porque serviram a outros deuses.

Os Hebreus e o monoteísmo religioso

  • A primeira parte da Bíblia; o Antigo Testamento narra a história do povo hebreu, desde sua formação até a sua dispersão pelo mundo. A história deste povo tem início com Abraão, descendente de Sem, patriarca de um clã fixado nas proximidades da cidade de Ur, na Caldéia.
  • Conta a Bíblia que Deus -  a quem os hebreus chamavam Javé (ou Jeová) apareceu a Abrão, fazendo com ele um pacto. De acordo com este pacto, Abrão deveria ir com sua família em busca de outro local para viver, a “Terra prometida”. Em troca Javé daria a Abraão uma descendência mais numerosa que as estrelas do céu e a faria dela a maior de todas as nações.
  • A terra prometida ou Terra de Canaã localizava-se na Palestina, conhecida como crescente fértil.
  • Por volta do ano 1900 ac. O patriarca Abraão partiu em busca da terra prometida. Estava com sua mulher Sarai e Lot, filho de seu irmão.
  • Abraão e Lot se separaram. Abraão fixou-se na terra de Canaã  e Lot nas cidades da planície até Sodoma, onde seus habitantes eram perversos e pecadores diante do senhor.
  • Deus, estando insatisfeito com Sodoma, destruiu-a com uma chuva de enxofre e de fogo. Deus permitiu apenas que Lot e sua mulher saíssem da cidade. Um anjo havia avisado antes para eles que não olhassem para trás durante a destruição da cidade, mas a mulher de Lot olhou para trás e se transformou em uma coluna de sal.
  • Sarai não podia ter filhos e pediu a Abraão que dormisse com sua escrava egípcia para lhe nascer um filho e sendo assim, nasceu Ismael. Deus disse à  Abraão: “Não chamarás mais a tua mulher Sarai e sim Sara”. Depois de um tempo, apareceram três anjos à Sara e Abraão e disseram: “Voltarei à tua casa dentro de um ano, e Sara tua mulher, terá um filho”. Sara riu pois já estava na velhice. E depois desse tempo, nasceu Isaac.
  • Depois de um tempo, Deus, querendo testar a fidelidade de Abraão pediu o sacrifício de Isaac: o Holocausto. Abraão obedecendo a Deus estava quase sacrificando o filho quando o anjo do senhor gritou e não deixou que Abraão o fizesse. Deus viu que Abraão realmente temia a Deus.
  • Sara fez com que Ismael fosse embora. Deus deixou porque seria de Isaac que nasceria a posteridade. Sara morre.
  • Passados anos, Abraão pediu a um escravo que voltasse em sua terra natal e procurasse uma mulher para o filho Isaac. O escravo foi e trouxe Rebeca para Isaac.
  • Abraão tomou outra mulher e teve outros filhos que ele lhe deu presentes mas sua herança deu a Isaac. Abraão viveu 175 anos e morreu.
  • De Isaac e Rebeca nasceram 2 filhos gêmeos: Esaú que saiu primeiro e Jacó.
  • Esaú e Jacó cresceram. Isaac já velho e sem visão abençoa Jacó que lhe trouxe um prato especial. Porém Isaac preferia Esaú e foi a ele que tinha lhe pedido esse prato especial. Rebeca que gostava mais de Jacó fez com que ele se passasse por Esaú e servisse primeiro o pai. Esaú ficou irado ao saber depois e quis matar Jacó. Então Rebeca pediu que Jacó passasse uns tempos na casa do irmão dela, em Harã.
  • Jacó teve que se casar com as duas filhas do irmão de Rebeca, o Labão. Ficou por lá durante 20 anos e teve vários filhos. Jacó enriqueceu e volta para Canaã. Seu irmão já o havia perdoado. Antes de chegar, no caminho, Jacó lutou com um anjo que lhe apareceu e vençeu. O anjo disse-lhe que agora o nome do  Jacó seria Israel que quer dizer “aquele que luta com Deus”.
  • Isaac morreu com 180 anos. Jacó se fixou na terra de Canaã. Teve doze filhos no total com as filhas Lia e Raquel (de Labão). Seus filhos deram origem às doze tribos de Israel.
  • Divididos por dois reinos, o de Judá e o de Israel que é descrito como infiel ao seu Deus por sempre estarem se aliando aos Reis da Mesopotâmia e assimilando suas culturas religiosas.
  • Judá é mais importante (segundo a Bíblia) pela vocação de liderança religiosa entre os dois reinos. Mas por trás dessa vocação religiosa, houve sim um grande desejo do reino de Judá em unificar toda a região tomando posse das terras de Israel, justificado pela própria geografia de Israel que era mais rica que a do reino de Judá.
  • José, o filho mais amado de Jacó (pois era o filho da sua velhice) despertava ódio em seus irmãos. Um dia eles queriam matar a José num deserto mas viram uma caravana de ismaeleitas que iam para o Egito; então resolveram vendê-lo por 20 moedas de prata. José, então, foi levado para o Egito.
  • O faraó do Egito simpatizou-se com José e confiou-o todos os seus bens, entregando todos os seus negócios a José.
  • Um dia o faraó teve um sonho: sonhou que 7 vacas feias e magras devoraram 7 vacas belas e gordas. Sonhou ainda com 7 espigas magras que devoraram 7 espigas grossas e belas. Ninguém soube interpretar o sonho; apenas José que Deus falava por ele. José disse que Deus revelou o que iria fazer: haveria sete anos de grande abundância para todo o Egito e que viria em seguida sete anos de miséria.
  • Sendo assim, o faraó colocou José à frente do seu povo e durante os anos de fartura, foi recolhida a quinta parte das colheitas do Egito para armazenar antes dos anos de miséria.
  • Nesta época, quando chegaram os anos de miséria, todo o povo ia ao Egito comprar alimentos para a sobrevivência. Diante da grande fome também em Canaã, os hebreus, os irmãos de José foram para o Egito comprar alimentos e lá encontraram José, rico e poderoso pois já era o governador de toda região. José chorou ao ver os irmãos e pediu a eles que trouxessem toda a sua família para o Egito. Foi assim que os hebreus emigraram para o Egito. Os hebreus começaram, então a multiplicar-se.
  • Jacó morreu e anos após José também morreu com 110 anos.
  • O trono do Egito teve um novo rei. Este rei, vendo que o número de hebreus aumentava muito e poderiam vencê-los em uma guerra, ordenou a matança de todos os filhos recém-nascidos dos hebreus que fossem do sexo masculino. O faraó ordenou que todos os meninos fossem atirados no rio Nilo.
  • A filha do faraó encontrou um menino em um cesto no rio e se encantou por ele. Então o adotou, dando-lhe o nome de Moisés, que quer dizer “o salvo das águas”. Moisés foi criado na corte egípcia e era ele filho de um hebreu.
  • Já adulto, vindo a conhecer a sua origem, Moisés revoltou-se com a perseguição dos egípcios ao seu povo que viviam escravizados em duros trabalhos. Deus, então, apareceu à Moisés e pediu que ele fosse até o faraó para pedir permissão de retornar o povo hebreu à terra de Canaã.
  • Como o faraó endurecia o coração, Deus fez através de Moisés que muitas pragas acontecessem no Egito, exceto ao povo hebreu. Depois de muitas pragas, como rãs, mosquitos, úlceras, gafanhotos, trevas, etc. o faraó deixou-os ir. Mas Deus endureceu o coração do faraó para que ele perseguisse o povo hebreu. Deus quis triunfar gloriosamente sobre o faraó e seu exército para que os egípcios soubessem que Deus é o Senhor. Por isso, durante a travessia do povo hebreu ao mar vermelho, Deus fez com que as águas do mar se voltassem sobre os egípcios que os perseguiam. Apenas o povo hebreu conseguiu atravessar.
  • O regresso dos hebreus à “Terra de Canaã” recebeu o nome de Êxodo.
  • De acordo com a Bíblia, foi durante a travessia do deserto que, no Monte Sinai, Moisés recebeu de Deus as duas “Tábuas da lei”, onde estavam escritos os Dez mandamentos (ou decálogo). Êx.20.
  • Depois de tempos, ainda no deserto, Moisés morre aos 120 anos, sem entrar na terra de Canaã.
  • Josué, filho de Num ficou cheio do espírito de sabedoria porque Moisés lhe tinha imposto as suas mãos. Depois de 40 anos no deserto, os israelitas empreenderam a conquista da palestina pela tomada de Jericó pelo ano 1200. Josué morre aos 110 anos.
  • A terra ocupada foi distribuída em doze territórios de acordo com as doze tribos, as quais foram se estabelecendo nas montanhas e vales de Canaã. Seguiu-se um período difícil de caracterizar. Os israelitas viviam em lutas contínuas com os antigos moradores dessas regiões. Esse período de juízes, durou cerca de 200 anos.
  • Destaca-se nesse período, a história de Sansão, homem forte que segurou a boca de um leão. Contando o segredo de sua força à Dalila que eram os seus cabelos, os filisteus o atacaram e cortaram seus cabelos, furando-lhe os olhos. Sansão foi preso e seu cabelo cresceu novamente; então se vingou sacudindo o templo dos filisteus, matando a todos os príncipes dos filisteus, inclusive a ele mesmo. Sansão fora juiz em Israel durante vinte anos.
  • Samuel, profeta do Senhor, foi juiz em Israel durante toda a sua vida. Samuel foi o último juiz e concedeu ao povo a Constituição de um Reino.
  • O principal Rei Judeu, e o mais justo foi Davi.
  • Os filisteus prosseguindo dominar a região dos hebreus, conseguiram tomar boa parte do seu território. Saul, o primeiro “Rei dos hebreus” não conseguiu derrotá-los, sucedendo-o Davi, famoso por ter derrotado o gigante Golias, que era um campeão filisteu, um homem de guerra. Davi foi escolhido por Deus. Ele era filho de Isaí, de Belém. Davi foi guerreiro, tocador, adorador, rei, profeta, dançarino, amante, salmista, músico. Davi se derretia na presença do Senhor e tinha o coração como água. Por isso conquistou o Senhor. Mas depois sucumbiu aos chamados do mundo, assassinando e destruindo, pondo a perder tudo o que conquistara espiritualmente.
  • Davi vençeu os filisteus conseguindo unificar as 12 tribos num estado forte. Davi reinou 40 anos.
  • À Davi, sucede, Salomão, seu filho, que organiza o reino de Israel, faz aliança com o Egito e com Tiro e constrói o templo de Jerusalém e o Palácio Real. Salomão, notável por sua sabedoria levou os hebreus à prosperidade.
  • A sabedoria de Salomão era divina. Foi ele quem fez a sentença das duas mulheres que afirmavam ser mãe do mesmo filho. A mulher que não deixou  que o filho fosse dividido ao meio, esta, afirmou Salomão, é a mãe verdadeira. Com o passar do tempo Salomão abandonou a Deus e passou a adorar falsos deuses e feiticeiros pagãos, esquecendo quem lhe tinha dado tudo o que possuia. Salomão reinou Israel durante 40 anos, em Jerusalém. Roboão, seu filho, tornou-se rei em seu lugar. Nesse reinado há entre as tribos uma dissensão que termina com um cisma: as dez tribos do norte separam-se das de Judá e de Benjamim para construir um reino independente. Esse reino do norte durará cerca de dois séculos, tendo por capital a cidade de Samaria, conquistada por Sargon II.
  • Vieram muitos reis, sendo Oséias, o último rei de Israel.
  • Deus lançou para longe de sua face os israelitas porque estes adoraram outros deuses e se afastaram dos mandamentos do Senhor. Essa foi a ruína de Israel.
  • O Livro das leis considerado ter sido escrito nos tempos de Moisés, foi reencontrado misteriosamente lá pelos anos 700 a.C. em uma reforma do Templo de Salomão. Faziam-se séculos que ninguém sabia desse misterioso desaparecimento! Faziam séculos que ninguém comemorava a Páscoa ! A descoberta do livro da aliança (Livro da lei: Deuteronômio), por um sacerdote, levou o Rei Josias a empreender uma vasta reforma religiosa e social, cujos efeitos foram de breve duração. Josias exigiu de forma radical as reformas religiosas definindo uma identidade própria para seu povo. Após o livro ter sido apresentado ao Rei Josias este passou a exigir que a páscoa voltasse a ser comemorada e destruiu todas as idolatrias, todos os cultos de sacrifício de crianças conforme o Livro das Leis pedia.
  • Mas o reino de Judá foi declinando aos poucos até a expedição de Nabucodonosor que em 598 se apodera de Jerusalém. Ele transforma a Judéia em um  estado vassalo, leva uma parte da população para Babilônia (onde era rei) e estabelece um vice-rei: Sedecias. Mas como este se revolta, Nabucodonosor toma uma segunda vez a cidade de Jerusalém e a incendeia em 589. A quase totalidade da população é então deportada para a Mesopotâmia, ficando o País sob um governo caldaico.
  • O exílio dos israelitas durou, até que Ciro, rei dos persas autorizou em 538 aos judeus deportados voltarem novamente à Judéia. Esses judeus, assim que se foram estabelecendo em Jerusalém, começaram a reconstruir o templo. Os israelitas, privados de seus reis, procuram organizar-se em uma comunidade religiosa, a aliança divina aparece então restabelecida.
  • No livro de Tobias, mostra que Tobias (filho de Tobit), homem bom e caridoso, o filho Tobias fez uma viagem a pedido do pai para receber um peso de prata (dinheiro) de um velho amigo. Então, apareceu “Rafael”, um anjo      que o ajudou na viagem. Rafael fez com que Tobias, durante a viagem conhecesse e se casasse com Sara que era infeliz pois já havia se casado sete vezes e todos os seus maridos morreram. Rafael o ajudou muito: prendeu o demônio que matava os maridos de Sara, conduziu-os de volta e curou a cegueira de Tobit, o pai de Tobias.
  • Em 331, a Palestina inteira é conquistada por Alexandre Magno. Alexandre reinou 12 anos e antes de morrer repartiu o seu império entre os seus escolhidos.
  • A partir de 323, a Judéia passa sucessivamente ao domínio da dinastia dos generais de Alexandre que dividem entre si o grande império grego. Pouco depois, os judeus atravessam um período de grandes tribulações e perseguições por parte do rei da Síria, “Antíoco Epífanes”. É a época da revolta e da guerra santa de libertação, empreendida por Judas Macabeu.
  • A Judéia conhece uma independência que se estende por cerca de um século; sua administração estava nas mãos de um príncipe da família dos Asmoneus, descendentes dos Macabeus.
  • foi um homem que passou por provações de Deus e ainda assim continuou fiel e justo à Deus, mesmo que satanás tenha lhe tirado tudo. Mas tudo o que perdeu, Jó ganhou em dobro de Deus.
  • O Saltério é o livro de oração dos antigos judeus. “Salmo” em hebraico quer dizer louvores. Na numeração dos salmos existe uma divergência entre o texto hebraico e a versão latina da vulgata. Essa divergência provém no texto hebraico da divisão imprópria do salmo 9. A numeração do texto latino, adotada no breviário e no missal romanos, é conservada na presente tradução. Portanto, para saber qual é a numeração do texto hebraico deve-se aumentar de uma unidade o número dos salmos desde o salmo 10 até o salmo 147. Ex: O salmo 22 (versão latina) é o mesmo que o salmo 23 (versão hebraica) nas bíblias evangélicas.
  • O livro dos provérbios é atribuído à Salomão que produziu numerosíssimos provérbios de sabedoria.

Os maiores da Literatura Hebraica:


  • Os salmos, cujo maior autor foi Davi.
  • Os provérbios atribuído à Salomão
  • O cântico dos cânticos, um dos mais belos poemas hebraicos.
  • O livro de Jó, que conta a trágica luta entre o homem e o destino.


Os maiores profetas:

Ø  Isaías: considerado como o maior profeta de Israel. Foi o profeta da justiça. Seus oráculos têm firme esperança num rei glorioso que há de vir e restaurar a ordem no mundo: o messias, o “Príncipe da paz”. As profecias começam no livro de Isaías em diante.
Ø  Jeremias: tímido, coração ardente e sensível, foi o “Profeta das desgraças”. Combatia os pecadores e foi caluniado e preso. Foi símbolo do justo sofredor, tornou-se ele um prenúncio de Jesus Cristo, “O homem das dores”, habituado ao sofrimento por causa dos pecados do seu povo.
Ø  Lamentações: compõe-se este escrito de cinco poemas ou lamentações.
Ø  Baruc: consiste numa magnífica exortação à penitência. Há também um majestoso poema à sabedoria no cap. 3, como único caminho que conduz a salvação.
Ø  Ezequiel: o profeta expõe categoricamente o princípio da responsabilidade e do merecimento pessoal. Nos capítulos 16, 20, 23 há trechos com expressões ousadas. O profeta anuncia a ressurreição de Israel, a restauração do templo e o restabelecimento de uma ordem de coisas, onde reinará a justiça divina.
Ø  Daniel: Daniel é um israelita levado à Babilônia entre os deportados por Nabucodonosor. O livro de Daniel é um dos mais curiosos entre os livros proféticos. Daniel revela sucessivamente o Reino de Deus, mas deixa nos leitores, a incerteza quanto ao tempo. Esse reino, o reino de Deus anunciado também pelos outros profetas, é o que será proclamado e realizado por Jesus Cristo. Daniel subentendeu também a segunda vinda do Senhor no fim dos tempos. São notáveis e interessantes as passagens: O sonho da estátua (cap 2) que fala dos reinos; Os três jovens na fornalha (cap 3); Sonho da árvore e Loucura do rei (cap 4), O festim de Baltazar (cap 5); Daniel na fossa dos leões (cap 6), Visão do carneiro dominado pelo bode (cap 8) principalmente do vers. 19 à 26; A oração de Daniel (cap 9); Os tempos messiânicos (cap 12); A história de Suzana (cap 13); História de Bel e Episódio do dragão (cap 14).


Uma profecia da Bíblia para pensar:


  • Daniel em 538 ªc (7:13-27) predisse: Haverá 4 Reinos: Babilônico (Mesopotâmia), Medo-Pérsia (Pérsa), Macedônico (Grécia antiga) e Romano. E [os últimos] o Deus do céu estabelecerá um reino que jamais será arruinado, o de Cristo, que será um reino eterno e não será destruído.
  • Vivemos numa época muito especial e marcante: período em que surgiria a sétima potência mundial da história bíblica. Essa potência é a única mencionada na Bíblia apenas de forma profética, visto que as seis potências anteriores constam no registro histórico da Bíblia. A respeito das sete potências ou “reis”, a Bíblia predisse: “Há sete reis, cinco já caíram, um é, o outro ainda não chegou, mas, quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo”. (Apocalipse 17:10).
  • A profecia em Revelação 17:10 complementa outra profecia no livro de Daniel. Ele escreveu sobre uma “enorme estátua” vista pelo rei babilônico Nabucodonosor numa visão dada por Deus (Daniel: 2:28, 31-43). Daniel revelou ao rei que as partes da estátua representavam a sucessão de impérios que começou com a Babilônia, a potência mundial dominante naquela época. (O Egito e a assíria já haviam surgido e saído de cena). A História confirma a seguinte sucessão: a cabeça de ouro da estátua vista representava o Império Babilônico. O peito e os braços de prata retratavam a Medo-Pérsia. O ventre e as coxas de cobre se referiam a Grécia antiga. As pernas de ferro representavam o Império Romano. Os pés, uma mistura de ferro e argila, simbolizavam a falta de união em sentido político e social durante o período da potência mundial anglo-americana. Depois de descrever a estátua mencionada, Daniel escreveu: “Cortou-se de um monte uma pedra, sem mãos, e ela golpeou a estátua nos seus pés de ferro e de argila modelada, e os esmiuçou” (Daniel 2:34). Muitos, hoje em dia associam os Estados Unidos  como uma dessas maiores potências, ou seja, um grande império. Qual o significado dessa visão impressionante?

Ø  Depois vieram outros profetas menores como Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias.
Ø  Destaca-se o profeta Jonas: Deus pediu à ele que fosse a grande cidade “Nínive” para profetizar. Mas, Jonas fugiu do Senhor; embarcou num navio para “Társis”. Deus, então, levantou uma tempestade no mar. Os marinheiros não sabiam o que fazer para acalmar o mar. Jonas pediu que lhe jogasse ao mar para que o mar acalmasse. O mar se acalmou com Jonas nas águas, mas o Senhor fez com que um grande peixe o engolisse, por três noites no seu ventre. Jonas, então, reconheceu que devia ir à Nínive, como Deus lhe ordenara. Deus, então, fez com que o peixe vomitasse Jonas, na praia. E Jonas foi profetizar   em Nínive.


Quem foi Elias?

  • Elias foi um profeta bíblico que realizou vários milagres em nome de Deus.
  • Anjo subordinado à Jesus Cristo (Arcanjo Miguel), Elias é aquele que sempre precede ao Senhor. Encontra em Malaquias: “Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”. Também em Mateus 11:14, 17:10-12, entre outros.
  • Elias e João Batista são a reencarnação do mesmo espirito ( segundo Jesus ) .O profeta Elias andava com Deus; sua palavra era poderosa. Ele fez que não chovesse por três dias; destruiu os profetas de Baal, porque adoravam demônios.
  • Antes de Elias ser arrebatado por Deus, ele disse ao seu servo Elizeu: Pede-me o que queres que te darei, e Elizeu pediu a porção dobrada de seu espírito, e assim sucedeu que quando Deus levou Elias numa carruagem de fogo, sua capa caiu do céu e Elizeu pegou e vestiu; assim recebeu a porção dobrada do espírito de Elias. O primeiro milagre que Elizeu realizou foi quando abriu o rio Jordão ao meio.
  • O profeta Elias exerceu ministério profético nos tempos do rei Acabe (rei de Israel) que era casado com uma princesa sidônia chamada Jezabel. Foi Elias quem desafiou os 450 profetas de Baal e os 400 profetas de Asterote. O desafio consistia em que cada um clamasse à seu deus, e o deus que respondesse com fogo descido do céu, este seria o deus verdadeiro. Assim, os profetas de Baal e de Asterote clamaram do romper da aurora até ao meio dia e não obtiveram resposta. Porém Elias consertou o altar do Senhor e quando clamou à Deus, viu descer fogo do céu que consumiu o holocausto. Eliseu foi o sucessor de Elias. Quando foi procurado por Namã, um general sírio que era leproso, recomendou-lhe banhar-se sete vezes no rio Jordão para que ficasse livre da lepra.

  • No ano 63 ªc Pompeu, o grande, invade a Palestina, reduzindo-a a uma Província Romana. Pouco depois, César entrega o governo da Palestina à Herodes Magno, um príncipe edumeu. Após a morte deste, o governo da Galiléia cabe à Herodes Antipas, filho de Herodes Magno.
  • No ano 7 da nossa era, o governo da Judéia é confiado a um procurador romano. Mas, um novo movimento de independência provocou uma represália romana, uma guerra civil, onde o imperador romano Tiro entrou, no ano 70 da nossa era.
  • Foi no ano 5 da nossa era, durante a dominação romana que nasceu na cidade de Belém na Palestina, Jesus Cristo, onde teve início o ano I da nossa era. O imperador romano na época era César Augusto.
  • No ano 70 d.c após várias revoltas contra o domínio romano, Jerusalém foi destruída. Com a destruição da cidade santa termina a história dos antigos israelitas.
  • A destruição de Jerusalém foi porque os judeus monoteístas se recusaram reconhecer atributos divinos no Rei de Roma. O imperador Tiro ateou fogo à cidade sagrada de Jerusalém e obrigou os judeus a deixar a Palestina. Aconteceu, então, a “Diáspora”, isto é, a “Dispersão do povo judeu” que durante muitos séculos deixou de existir como nação.


Israelenses e Palestinos


(Fatos desde a destruição de Jerusalém até os dias atuais).

  • Israelenses: Judeus. Religião: Judaísmo  
  • Palestinos: Árabes. Religião: Islamismo ou Muçulmanos

  • Na realidade judeus e palestinos são povos irmãos. Ambos são herdeiros de Abraão. Como já se sabe, os povos árabes tiveram origem em Ismael, filho de Abraão com Hagar, sua escrava egípcia. Os judeus se originaram de Isaque, filho de Abraão com sua esposa Sara.
    Ismael foi expulso de sua parentela e a herança de Abraão bem como as promessas de Deus, foram todas para Isaque, primogênito do casamento.
  • Com a destruição de Jerusalém, os judeus tiveram que deixar a Palestina quando o imperador ateou fogo na cidade sagrada. Foi o início da dispersão (Diáspora) judaica.
  • Como os muçulmanos se expandiram, a partir do séc VII a Palestina foi ocupada por eles (os árabes).
  • A partir de 1870, imigrantes judeus começaram a se estabelecer na Palestina (antiga terra deles, dos judeus).
  • Em 1947 a ONU aprovou a divisão da Palestina em um estado judeu e outro árabe.
  • 1948: Os conflitos locais agravaram-se com a Questão Palestina, que se originou com a proposta de criação de um Estado judeu num território predominante árabe, que culminou com a fundação de Israel em 1948. Os árabes não aceitaram sendo contestado pela liga árabe (Egito, Síria, Jordânia, Líbano, Palestinos). Isso gerou, naquele ano, a primeira guerra entre árabes e israelenses.
  • 1956: O presidente do Egito nacionaliza o Canal de Suez, resultando na reação israelense e a guerra do Suez.
  • 1964: Criação da OLP (organização para libertação da Palestina) - objetivo: criação do estado Palestino.
  • Nos diversos conflitos com os árabes, os judeus sempre saíram ganhando, aproveitando para ocupar novas terras dos árabes. Os palestinos (árabes) ficaram sem pátria.
  • Em 1967, na guerra dos 6 dias, os israelenses (judeus) com o apoio dos EUA ocuparam também territórios do Egito, Jordânia e Síria. Em 1973, em nova guerra, a posição de Israel ficou enfraquecida sobretudo, diante do Egito.
  • Na guerra de 1973, os árabes usaram o petróleo (cortaram o fornecimento como arma política contra os amigos de Israel). Guerra do Yom Kippur - Tentativa árabe de retomar os territórios ocupados por Israel desencadeando na primeira crise do petróleo.
  • 1978/79: Acordo de Camp David: Israel se compromete em devolver a península do Sinai ao Egito em troca do reconhecimento do estado de Israel.
  • Jerusalém leste, povoada por árabes foi ocupada por  Israel durante a guerra dos 6 dias (1967 e anexada ao território israelense em 1980). Depois de 1967, pelo menos 80 mil judeus migraram para a “Jerusalém reunificada”. A partir de então, todos os ministérios foram transferidos de Tel Aviv para Jerusalém. Israel anunciou ao mundo a sua nova capital que não foi reconhecida como tal pela comunidade internacional.
  • 1987: Primeira Intifada - Levante palestino em territórios ocupados por Israel (Cisjordânia e Gaza)
  • 1988: Jordânia oficializa desistência de ocupar a Cisjordânia, reconhecendo a OLP.
  • 1993: Acordo de Oslo I - busca pela autonomia palestina nos territórios de Gaza e Cisjordânia.
  • 1994: Autonomia administrativa da Palestina em Gaza.
  • 1995: Acordo de Oslo II - autonomia administrativa à Palestina em cidades da Cisjordânia.
  • 1996: Aumentam atentados de grupos extremistas palestinos (Hamas), dificultando as negociações.
  • 1998: Acordo de Wye plantation nos EUA, base do atual processo de paz.
  • 2000: Impasse nas negociações entre Israel e palestinos. Hezbollah intensifica ataques a Israel no sul do Líbano. Segunda Intifada - novas manifestações palestinas na faixa de Gaza e Cisjordânia.
  • 2001: Aumento da tensão entre palestinos e judeus, atentados em Gaza e cidades da Cisjordânia. Reinício da Segunda Intifada com atentados suicidas (homens-bomba). Enfraquecimento de Yasser Arafat por não conseguir conter a política extremista de grupos radicais (Hamas, Hezbollah, Jihad).
  • 2003: Plano de Paz - EUA, UE, Rússia, ONU propõem plano de paz prevendo a criação de um estado palestino em 2005; reconhecimento do direito de Israel de existir, e futuro da cidade de Jerusalém.
  • 2004: Marmud Habbas eleito presidente da ANP (Autoridade Nacional da Palestina) com o afastamento de Yasser Arafat que faleceu logo depois.
  • 2005: Retirada dos assentamentos israelenses da Faixa de Gaza, sob intensos protestos da direita Israelense.
  • 2006: Vitória do grupo radical Hamas (considerado terrorista por EUA, UE e Israel) no processo eleitoral, derrotanto o grupo moderado de oposição Fatah, desencadeando dúvidas no processo de negociação entre palestinos e israelenses.
  • 2007: Cresce confronto entre radicais do Hamas e moderados do Fatah. A ausência de consenso entre esses grupos retarda o processo de negociações de paz entre palestinos e israelenses.
  • Os conflitos já duram muitos e muitos anos.


Segunda parte da Bíblia...

Novo Testamento

Jesus Cristo

  • Jesus Cristo, personagem principal do cristianismo, nascido em Bélem, Judéia, em data imprecisa, provavelmente entre 8 a.C. e 29 d.C. Para os cristãos, Jesus é o Filho de Deus, concebido por Maria, mulher de José. As principais fontes de informação sobre sua vida encontram-se nos Evangelhos.
  • Todos os Evangelhos sinópticos - os três primeiros, de Mateus, Marcos e Lucas, assim chamados por apresentarem uma visão similar da vida de Cristo - relatam que Jesus iniciou sua vida pública depois da prisão de João Batista, que o batizou no rio Jordão. Após o batismo e o retiro no deserto, Jesus voltou à Galiléia, transferiu-se para Cafarnaum e começou a pregar. Quando o número de seguidores cresceu, escolheu 12 discípulos. Com eles, estabeleceu sua base em Cafarnaum e viajou pelas cidades próximas proclamando a chegada do reino de Deus. Sua ênfase na sinceridade moral - mais do que na observância rígida do ritual judaico - provocou a inimizade dos fariseus. O momento mais importante de sua vida pública ocorreu em Cesaréia, quando Simão, depois chamado Pedro, comprovou que Jesus era o Cristo. Esta revelação, a posterior predição de sua morte e ressurreição, as condições da missão que seus discípulos deviam cumprir e sua transfiguração, constituem a base principal das crenças cristãs.
  • Na época da Páscoa judaica, Jesus fez sua última viagem a Jerusalém. Os sacerdotes e escribas conspiraram com Judas Iscariotes para prendê-lo. Jesus celebrou a ceia da Páscoa,  abençoou o pão e o vinho anunciando que, quando fiéis se reunissem e repetissem aquele gesto, “farão em memória de mim” e advertiu seus discípulos sobre a iminente traição e morte. Desde então, este ritual, a Eucaristia, constitui o principal sacramento da Igreja. Depois de preso, Jesus foi conduzido ao Conselho Supremo Judaico onde Caifás pediu que Jesus declarasse se era “o Messias, o filho de Deus”. Por esta declaração, Jesus foi condenado à morte, sentenciado por Pôncio Pilatos. Após ser torturado, Jesus foi levado ao Gólgota e crucificado.
  • “Maria Madalena e Maria, mãe de Tiago”, indo ao sepulcro para ungir seu corpo antes de o enterrarem, encontraram-no vazio e receberam, através de um anjo, o anúncio de sua ressurreição. Conforme o Novo Testamento, este fato converteu-se numa das doutrinas essenciais da cristandade. Todos os evangelhos assinalam que, após a morte e ressurreição, Jesus continuou a pregar a seus discípulos. Lucas e os Atos dos Apóstolos relatam sua ascensão aos céus, 40 dias após a ressurreição.
  • Na história do cristianismo, a vida e ensinamentos de Jesus foram, muitas vezes, tema de discussão e de diferentes interpretações. Definir sua natureza tornou-se objeto de uma disciplina chamada cristologia.

  • A palavra Evangelho é de origem grega e significa a Boa Nova. Os evangelhos são escritos que contam a boa nova da vinda entre os homens daquele que se fez “filho do homem”, a fim de que nos possamos tornar “filhos de Deus”.
Ø  Mateus: Cujo verdadeiro nome é Levi,  redigiu seu evangelho em aramaico (dialeto hebraico). Esse texto não conservado foi depressa traduzido para o grego. Mateus escreve na Palestina para leitores judeus; seu texto se particulariza pela abundância de citações do Antigo Testamento.
Ø  Marcos: É o sobrenome de João, primo de Barnabé. É um discípulo de Pedro e companheiro de Paulo em sua primeira viagem missionária. As minúcias de alguns detalhes nos garantem que há nele um testemunho direto da vida e da atividade de Jesus. Marcos quis apresentar Jesus aos pagãos fazendo notar sobretudo o que havia de extraordinário e de valor probatório de sua missão nos milagres por ele operados.
Ø  Lucas: É de origem grega. É também um companheiro das missões de Paulo. Lucas escreveu também Os Atos dos Apóstolos. Embora não tenha ele sido testemunha ocular dos acontecimentos, seu livro é digno de crédito, por causa do cuidado que teve o autor em documentá-lo. Ele utilizou certamente o texto de Marcos e o de Mateus. Lucas, escrevendo também para os pagãos, tem a visível preocupação de apresentar Jesus sob um aspecto mais atraente e comovedor, fazendo notar, antes de tudo, a bondade e a misericórdia do Salvador.
Ø  João: Deve ser apresentado à parte. João, irmão de Tiago, filho de Zebedeu. Ele foi um dos mais íntimos de Jesus, a quem o Salvador confiou o cuidado de sua mãe no momento de sua morte. Por várias vezes ele designa discretamente a si mesmo pelas palavras: “o discípulo que Jesus amava”. João quis mostrar a divindade manifestando-se aos homens na pessoa de Jesus. Nele, ele quis mostrar o filho de Deus, sofredor e glorificado. Apresenta-o como “a água da vida eterna”, “o pão vivo descido do céu”, “a luz do mundo”, “o bom pastor”, “o caminho, a verdade e a vida”, “a vida eterna”. João procurou mostrar aos seus leitores a divindade de Jesus e revelar-lhes um pouco de sua realidade invisível, mas conservando o cuidado de apresentá-lo como um homem no concreto de seus atos e de seus discursos. Enfim, resumindo “João”, irmão de Tiago (o mais novo dos apóstolos, o que Jesus mais amava) e que seguiu corajosamente Jesus na noite em que foi preso e o acompanhou até a morte na cruz, pois os outros apóstolos amedrontados, fugiram. Na cruz, Jesus ainda o entregou a responsabilidade de cuidar de sua mãe Maria dizendo: eis aí tua mãe” Além disso, a São João evangelista é que foi dada a revelação do Apocalipse na ilha de Patmos. João também escreveu três epístolas (cartas) e um evangelho, além do apocalipse. João foi o “apóstolo do amor”.


Os atos dos apóstolos

  • Os atos dos apóstolos formam a seqüência do terceiro evangelho, e foram escritos pelo mesmo autor, Lucas, que para redigí-los, utilizou tradições escritas e orais e escreveu numa parte importante de sua narrativa, suas próprias memórias.
  • Os atos contam os acontecimentos que marcaram o nascimento da Igreja primitiva, a ascenção de Jesus, o Pentecostes, a primeira pregação em Jerusalém e na Palestina; em seguida, a conversão de Paulo e suas viagens  missionárias através da Ásia Menor e da Grécia, sua prisão, seu processo e sua transferência para Roma.
  • O livro dos Atos insiste na primeira parte na influência do espírito santo sobre o desenvolvimento das primeiras comunidades cristãs. Na segunda parrte, ele se restringe a mostrar como Paulo, seguindo nisso o exemplo de Pedro, é o grande realizador da entrada em massa dos pagãos na igreja.

Epístolas
  • São cartas enviadas pelos apóstolos aos cristãos, depois da vinda de Cristo. Foram várias epístolas: Paulo, aos romanos; Paulo aos Coríntios, (2 cartas) Paulo aos gálatas; Paulo aos Efésios; Paulo aos Filipenses; aos Colossenses; aos Tessalonicences; (2cartas); uma epístola à Timóteo, e uma segunda epístola a Timóteo; epístola a Tito, à Filemon, aos Hebreus, e depois tem as epístolas de  Tiago e Pedro, (2), de João, (3), de São Judas , todos estes apóstolos foram proclamados santos.

O Apocalipse

  • O Apocalipse (palavra grega que significa Revelação) é obra do apóstolo João, que o escreveu no fim de sua vida sob a forma de uma carta dirigida às igrejas da Ásia Menor. Esse livro é considerado pela maioria dos leitores como o mais difícil de compreender e o mais misterioso de toda a Bíblia. A situação dos cristãos da Ásia era, naquela época das mais críticas. As perseguições já tinham começado. Por outro lado, muitos cristãos, que esperavam uma próxima libertação pelo retorno glorioso do Cristo, verificavam com tristeza que esse retorno demorava.
  • O apóstolo João, fazendo do seu livro uma mensagem de reconforto e de encorajamento, quis anunciar aos seus leitores a inevitável oposição do bem e do mal sobre a terra, e predizer a vitória de Deus. João usou o gênero literário chamado Apocalíptico porque apresenta aos olhos do leitor uma série de visões, ou revelações muito simbólicas tendo um sentido oculto. Não se trata de dar uma descrição antecipada de acontecimentos futuros, mas de apresentar uma mesma realidade sob vários símbolos diferentes. Essas visões se supõem outorgadas a um personagem que, dessa maneira, recebe comunicação  das intenções divinas sobre os destinos do mundo. Tudo isso é feito numa linguagem intencionalmente figurada e misteriosa, para provocar uma atenção mais viva no leitor. Sua leitura será menos desconcertante, se desde o começo for indicado o simbolismo de várias dessas imagens empregadas, por exemplo: o cordeiro simboliza o Cristo; a mulher, a igreja cristã, o dragão, as forças hostis ao reino de Deus; as duas feras, o império romano e o culto oriental; a fera simboliza Nero; Babilônia, a Roma pagã; as vestes brancas, a vitória. Entretanto esses símbolos não são exclusivos: o Cristo é as vezes mostrado como o “filho de homem” ou um “cavaleiro’.

Conclusão

  • A revelação de Deus na Bíblia não envolve uma garantia científica de tudo o que nela se encontra. É inútil pedir a Bíblia uma explicação dos seis dias da criação ou da maneira como podiam falar os animais. Esses dados não são em si revelações, mas tradições que as contêm.
  • A história mesma, tal como é contida na Bíblia, não é tampouco uma revelação. Mesmo aquele que aprendeu de sua leitura a sucessão dos reinos em Israel, os costumes dos antigos judeus, a até mesmo o cumprimento das profecias do antigo Testamento no Novo, pode ainda passar ao lado da verdadeira mensagem bíblica.
  • A escolha que se pode fazer de certas passagens favoritas, edificantes ou comoventes, não constitui tampouco uma verdadeira leitura da Bíblia. Essa verdadeira leitura deverá sempre ter em vista a finalidade primária de toda a Escritura Sagrada que é anunciar Jesus Cristo e dar testemunho de sua pessoa. Para aqueles que viviam no Antigo Testamento só se tratava ainda de um Salvador desconhecido, que viria. Para nós trata-se de um Salvador “que habitou entre nós” e cuja presença espiritual se perpetuará até o fim dos tempos, isto é, até o seu retorno glorioso.
  • A bíblia não entrou pois em caduquice. Ela diz-nos respeito hoje como para além dos séculos. Entramos em contato com aquele mesmo Senhor que tinha escolhido Abraão, que havia eleito o povo de Israel, livrado os hebreus do Egito, e santificado os homens pela morte de Jesus Cristo. Como Deus não tem mudado o seu modo de proceder, podemos concluir que somos todos nós, escolhidos, eleitos, libertados e santificados pelo nome desse mesmo Jesus  Cristo, que os dois testamentos apontam: o Antigo, como sua esperança; o Novo como seu modelo: ambos como seu centro.


Fim

A Cabana (William P. Young)

Relato de um drama trágico de morte de criança ocorrida em período de férias familiares. O Soco irreversível no corpo e alma dessa família provoca una reflexão essencial: a saber , a do pai que,pega para si, afora a dor que sente, a responsabilidade de ter podido evitar o drama.
A mãe da menina não estava presente no local do acidente e, a partir daí, todos passam a vive r no mundo das sombras provocado pela perda do anjo em idade de brincadeiras e inocências.
O pai é o grande personagem do livro.Aquele que vai empreender a longa e interminável peregrinação para a compreensão do ocorrido, sob o ponto de vista religioso ,tentando aqui uma harmonização à maneira como a esposa compreende os acontecimentos da vida, mesmo este, referente à carne de sua própria carne.
A caminhada é pedregosa, o marido não aceita de forma tão branda os dogmas da aceitação e da conformação propostas pela filosofia cristã.
O pai anseia por descobrir quem teria sido capaz de perpetrar tamanha crueldade contra sua ´´bonequinha``, há nele sentimentos de vingança.Não que neles creia encontrar soluçao para aquilo para o que sabe não há mais volta , nem se chama ele Lázaro nem estamos vivendo entre Jesus, quando ele aqui esteve entre os homens e até milagres deste tipo realizou.
Este homem passa a observar como a mulher se relaciona com intimidade com Deus criador e toda a santíssima trindade .Ela chama a Deus de Papai como se fora seu pai terreno e isso lhe traz um enorme conforto espiritual. Intrigado com essa familiaridade estabelecida por sua mulher com o Criador ocorre de um dia cair em profundo sono e sonhar com uma Cabana.
Esta Cabana lhe aparece como uma possível chave para dirimir suas angústias. Nela encontraria respostas que lhe ajudariam a apaziguar a alma.Como se não fora sonho, encaminha-se para a Cabana , onde conhece três personagens, correspondentes às três partes da trindade. O pai é uma mulher, é gorda e é negra, logo absolutamente fora dos parâmetros pré-concebidos pela religião cristã.
O livro procura subverter conceitos pré-estabelecidos. Além de considerar o drama pessoal do personagem acolhido na Cabana imaginária, o livro aproveita para discutir questões pertinentes ao campo da justiça. Sobre o estupro sofrido pela criança , o Pai eterno indaga ao homem de que forma ele conduziria o julgamento caso um filho dele se tratasse. O personagem fica sem respostas. É difícil julgar o próximo, quando ele é muito próximo a nós.
A Justiça é difícil de ser feita e difícil: é escolhermos sob qual ótica filosófica colocarmo-nos para que possamos nos sentir acima do Bem e do Mal.
Será a justiça subjetiva???
O Fato é que os livros de auto-ajuda, ao contrário do que dizem, permitem o exercício do pensamento. Tudo depende de quem os leia.

Observações:
O livro aborda a questão recorrente da existência do mal através da história de Mack Allen Phillips, um homem que vive sob o peso da experiência de ter sua filha Missy, de seis anos, raptada durante um acampamento de fim de semana. A menina nunca foi encontrada, mas sinais de que ela teria sido assassinada são achados em uma cabana perdida nas montanhas.
Vivendo desde então sob a "A Grande Tristeza", Mack, quatro anos depois do episódio, recebe um misterioso bilhete supostamente escrito por Deus, convidando-o para uma visita a essa mesma cabana. Ali, Mack terá um encontro inusitado com Deus, de quem tentará obter resposta para a inevitável pergunta: "Se Deus é tão poderoso, por que não faz nada para amenizar nosso sofrimento?"

domingo, 18 de setembro de 2011

Livro de uma Sogra (Aluísio de Azevedo)

• O livro começa começa com um relato de um personagem masculino (em 1ª pessoa e qual nome está em oculto) voltando da Europa e se encontrando com o seu melhor amigo de infância, o Leandro de Oviedo. A última lembrança que tivera dele era que seu amigo vivia um casamento em “verdadeiro inferno” pois a sogra do amigo invadia por completo a vida do casal. Acontece que quando reencontrou o amigo ele se surpreendeu com a nova visão que o amigo tinha em relação à sua sogra, esta que por certo já teria morrido. O amigo Leandro que antes a detestava, passou a elogiar a sogra e a respeitá-la como uma santa.

• Querendo saber o motivo, seu amigo Leandro, passou-lhe um manuscrito que sua sogra tinha escrevido e deixado guardado para que um dia pudessem ler. E o amigo começou a lê-lo.

• Resumindo o manuscrito, a sogra se casara com o Dr. Virgílio Xavier da Câmara, e pela experiência de seu casamento ela criara uma filosofia de vida a respeito da felicidade e do amor. Tiveram dois filhos: Palmira e Gastãozinho que morrera em curtos anos. Depois que seu esposo morreu, a sogra resolveu se dedicar tão somente a felicidade da sua filha Palmira, e para isto, usando de toda a sua filosofia de vida “fez-se como uma ditadora” na vida da filha e do seu marido, este, Leandro de Oviedo. (o citado acima).

• E assim falava o manuscrito da sogra: “O casamento desvirtua o espírito do amor, tão puro e tão elevado... O matrimônio carnal é incompatível com a sagrada amizade, com a verdadeira dedicação, porque vive dos sentidos e não do sentimento... O grande erro do casamento vulgar o que o torna insuportável, é pretender aliar o instinto da procriação com o sentimento do amor ou da amizade, que nada tem a ver com ele e até o repele”.

• Para a sogra duas pessoas de sexo diferente podem então, sem incompatibilidade, viver eternamente juntas... “Decerto, desde que se amem castamente como nós dois nos amamos, (Aí ela se referia ao amor amigo que sentia pelo seu verdadeiro amor, o Dr. César Veloso, até o momento seu amigo) e não tenham entre si a menor aproximação carnal. O que incompatibiliza moralmente os cônjuges é o amor físico. Se dois amigos do sexo diferente pudessem, na plenitude da mocidade, realizar um consórcio naquelas condições, e vivessem juntos sem a menor preocupação dos sentidos, seriam eternamente felizes e cada vez mais se amariam, porque para eles a convivência constante, ao contrário do que sucede aos que se unem pelo sexo, longe de enfraquecer-lhes o amor, havia de ir cristalizando-o lentamente, até fazê-lo atingir o supremo estado de pureza, inquebrantável e límpido como um diamante. Seria esse o único casamento eterno”!

• “O instinto materialíssimo da procriação nada tem que ver com o amor, isto é, com o verdadeiro sentimento de humanidade elevado ao seu mais alto grau de comoção. A fêmea é para o macho — produzem; a mulher é para o homem — amam-se. Entre os que se ajuntam instintivamente, não pode existir o amor, só há sensualidade”!

• Palmira, a filha da sogra, rica, se apaixonara por José Leandro de Oviedo, um rapaz pobre, empregado público. A sogra procurava um genro que pudesse ser o mais perfeito possível para o casamento dar certo e encontrou em Leandro o rapaz que mais se aproximasse disso. Mas ainda assim, ela manteria total vigilância em todo o tempo... E para isso até pedira a ajuda do seu amigo César: “Os seus serviços, meu amigo, disse-lhe eu, vão ser desde logo necessários para uma prévia inspeção. Inspeção rigorosa, na pessoa de quem se propuser para meu genro. Só consentirei que se case com Palmira um rapaz perfeito, em plena normalidade de saúde”.

• A sogra continuava firme com suas convicções e sua filosofia: “Um casal vulgar só pode ser feliz enquanto dura de parte a parte a ilusão do amor sensual que o determinou; uma vez esgotada a provisão de amor ou de ilusão, o casal deixa de ter razão de ser e deve ser dissolvido. Logo, a mulher, para ser fisiologicamente feliz, precisa substituir o seu amante por um novo, desde que ele não continue a exercer sobre ela o fascinante prestígio que a cativou. Ora, sendo de todo impossível substituir assim um esposo, o que restava a fazer? — Substituir a ilusão. O ator seria sempre o mesmo, os papéis, representados por ele aos olhos da consorte, é que teriam de variar e seriam sempre novos”.

• E a sogra insistia em seus argumentos: “Essa ilusão servirá para a garantia do primeiro filho. Está muito bem! Mas ainda os dois falam entre si e com os amigos em “lua-de-mel”, e já cada um por sua conta começa a descobrir no companheiro imprevistas particularidades, reais e prosaicas, que vão surdamente desdourando o insubstituível prestígio poético que exerciam um sobre o outro”.

• Para a sogra, o casamento faz com que cada um veja as diferenças entre si e isso faz destruir toda a magia do namoro... “Mas onde está, que fim levou, aquele airoso dançador de valsas, aquele gentil mancebo, que não seria capaz de exibir-se a ninguém, e muito menos à noiva, senão depois de caprichosamente apurado na roupa, no cabelo, nos dentes e nas unhas? aquele irresistível galanteador, que dizia coisas tão finas e que fazia versos tão lindos, e trescalava a sândalo ou cananga-do-japão? E onde está aquela mocinha vaporosa, que era toda graça, delicadeza e perfumes, e que mostrava uma cintura e uns pezinhos tão provocadores, e uma cabeça tão primorosamente penteada, e um colo, e uns olhos, e uma boca, tão misteriosos e divinos”?...

• Realmente, a sogra impunha tantas regras que para ficar com sua filha, o rapaz teria até que assinar um acordo: “Pois então o senhor assinará uma declaração, formal e precisa, dirigida à polícia, dizendo que a ninguém devem atribuir a autoria da sua morte, porque foi o senhor mesmo quem pôs termo aos seus dias. E empenhará comigo a sua palavra de honra em como a ninguém revelará a existência desse documento; documento que será reformado de três em. três meses”. Com isso, que ele nem pensasse em não seguir as regras, pois ela o eliminaria. Uma das regras é que ele morasse sozinho e sua filha ficasse morando com ela. “Com orgulho e com prazer declaro que a vida conjugal de minha filha ia por adiante, desenrolando-se feliz. Meu genro continuava a morar sozinho em Botafogo e nós duas no bairro de Laranjeiras”.

• Um dia seu genro não suportando tanta pressão reclamou: “Quero dizer que a senhora minha sogra abusa do pacto feito entre nós quando me casei! E abusa da sua posição de minha benfeitora, contrariando-me e torturando-me só pelo gostinho de ser sogra”!

• Sua filha Palmira também revidou pois a sogra quase nem permitia que ela fosse para a casa de Leandro: “É, mamãe! A Bíblia manda!... confirmou minha filha com uma carinha brejeira. Lembre-se de que Deus Nosso Senhor disse a Eva para obedecer a Adão e acompanhá-lo por todo lugar onde ele fosse”!

• E a sogra imediatamente rebatia: “Eva não tinha mãe, a seu lado, que, se a tivesse, não daria ouvidos à serpente”...

• E Leandro ficara enlouqueçido: “Oh! exclamou Leandro agastado. Dir-se-ia que a senhora me chamou “Serpente!” Serpente! Tem graça!... Eu é que sou a serpente!... Pois minha senhora, se aqui temos pomo de discórdia, não sou eu com certeza que o promovo. E, quanto ao fato de Eva não ter mãe, digo-lhe então, francamente, que Adão, esse é que era deveras um felizardo, porque não tinha sogra! Ouviu, minha senhora? — Não tinha sogra”!

• Passado pouco tempo, Palmira engravidou e isso foi mais um motivo de discórdia na família: “Mas, dentro em pouco, uma grande ocorrência vinha alterar nossa vida, tão custosamente bem feita, e revolucionar-nos a casa, abrindo entre minha filha e meu genro uma cena cruel, cena de lágrimas e soluços, agora verdadeiros, de verdadeira dor. Manifestaram-se em Palmira os sintomas de gravidez. Isto, que em outra família seria motivos de regozijo, lá conosco foi razão de sérias lutas por mim travadas contra meu genro e minha filha”.

• E a sogra, então, fez com que o genro fosse viajar sozinho para a Europa durante esse período de gravidez da sua filha: “Declarei logo que ela, desde esse dia, deixava de coabitar com o marido, e que este seguiria no primeiro paquete a sair para a Europa, ou partiríamos nós duas”.Meu genro, que acabava de almoçar conosco, enterrou o chapéu na cabeça e desgalgou de casa como um raio, exclamando que fugia — para não fazer ali mesmo uma loucura”.

• Palmira também não se conformava: “Nunca pensei, mamãe, disse-me ela, que a senhora levasse tão longa a sua mania de separar-me de meu marido! Nem parece que vosmecê é mãe e já esteve grávida, porque então devia saber que uma mulher, quando está neste estado e tem de dar à luz, o primeiro filho principalmente, quem mais deseja perto de si é o esposo”!...

• Mas a sogra não ficava sem argumento: “É justamente porque já estive grávida; é porque te dei à luz; é porque sou mãe; e é porque também fiz grande questão em que teu pai acompanhasse todo o período da minha gravidez, e assistisse, do começo ao fim, o parto donde nasceste — que agora não consinto, por forma nenhuma, suceda contigo a mesma coisa! Sei o que faço, minha filha! E, desde já, previne teu marido de que, se se opuser às minhas determinações, não conte ele comigo para mais nada, a não ser perseguição e vingança”!

• Mas na verdade a sogra achava que tudo o que ela fazia era para que o casal fosse feliz e que evitassem as duras realidades do casamento. E ela ficava sentida com o genro: “Leandro começou daí por diante a evitar a minha presença; a falar-me secamente e o menos que podia; começou a não me tratar senão por “Minha sogra”, dando a esta palavra uma expressão tão agressiva e tão dura, que por fim já me doía e magoava bem cruelmente”.

• Para a sogra havia uma lei da incompatibilidade do amor físico com o amor moral. Mas ninguém poderia entender o que se passava no seu íntimo: “Ah! se ele soubesse todavia quanto o meu coração é bom”!

• E falava ainda com seu genro: “Prefigure-se tornando à casa depois de alguns meses de ausência e vindo encontrar o seu filhinho nos braços da nossa Palmira! Hein? não lhe parece que o prazer da volta compensa um pouco os sacrifícios da ausência”?

• E explicava o motivo dessa decisão à sua filha, sempre na intenção de poder melhorar mais o casamento e não deixá-lo vir a ruir por falta de precaução: “Ficando aqui, disse-lhe eu, vendo-te ele todos os dias, sem aliás poder aproximar-se de ti para o matrimônio, haveria de trair-te, fatalmente, durante os resguardos da prenhez e do parto. A tua ausência será pois a garantia do seu amor e da sua fidelidade”.

• E acabou fazendo com que Palmira entendesse o amor que sua mãe tinha por ela e que ao invés de separar o casal, estaria ajudando a construir ainda mais o amor: “Não! não! não, minha filha! teu esposo não te verá de ventre crescido, não te sentirá mau hálito, não ouvirá teus gemidos e gritos de parturiente, nem assistirá a sair-te das entranhas, entre as viscosas esponjosidades da placenta e a nauseante fedentina dos humores puerperais, um ensangüentado feto, uma posta vermelha de lodo vivo! Teu esposo, não te verá amolentada, entre mornos travesseiros, impregnada de cheiro de alfazema, parida! Não! não há de ver! Não quero”!

• Leandro, na Europa, escreveu uma carta: “Chegou a primeira carta de Leandro. Não era uma carta de marido, era uma longa, sentida e despejada confidência de amante infeliz. E não dizia nunca “meu filho” ou “nosso filho”, dizia “essa criança”. Isto perturbou-me um pouco. Teria eu, quem sabe? preparado com aquela separação uma desgraça terrível, prejudicando meu neto no seu direito de filho ao amor de seu pai”?...

• Mas a sogra foi consultar seu amigo César que disse nada haver de errado em sua conduta.

• Então nasceu o filho de Palmira. E a sogra se sentia feliz: “Não posso afiançar que sofresse eu as dores puerperais, mas sei que sofri muito e que não abandonei minha filha um só instante, até receber nos meus braços um belo menino, perfeito, forte, com o crânio coberto já de cabelo preto”.

• E a sogra via que seus esforços alcançavam as suas perspectivas: “A liberdade moral e física de cada um era completa, sem despertar nos outros o vislumbre de uma ofensiva suspeita. Leandro entrava e saía de nossa casa livremente; ora dormia, ora não dormia perto da mulher, e deixava de aparecer-lhe nos dias que lhe convinha, sem que isso nela despertasse ciúmes ou enfados de despeito”.

• Nesse tempo, a sogra casara-se com seu amado amigo César, impondo-lhe também regras como a do não amor carnal, porém ficava feliz pois sua filosofia de pensar em muitas coisas se refletia na vida da sua filha e do genro: “A minha aliança com César era a de dois velhos irmãos amoráveis; e o exemplo do nosso mútuo respeito, da inalterável delicadeza de palavras e maneiras que mantínhamos um pelo outro, e principalmente a ação constante daquela nossa profunda amizade, casta, sagrada e puramente espiritual, não tardaram a dar de si os frutos que eu pressupunha, refletindo-se diretamente no ânimo de minha filha e de meu genro”.

“Sei que Palmira é feliz e sei que ela me ama; sei que meu genro me fará justiça e me amará um dia tanto quanto minha filha; sei que morrerei abençoada por eles”.

• Depois disso a sogra ficou doente e já não escrevia seus manuscritos com a mesma firmeza de antes. Mas, ainda assim, chamou sua filha e seu genro e lhes abriu o coração: “A vida é o amor, e o amor não é só a procriação. Vá cada um de vocês dois, meus filhos, buscar o esposo da sua alma, fora e bem longe do leito matrimonial, com os olhos bem limpos de luxúria, com a boca despreocupada de beijos terrenos, com o sangue tranqüilo e o corpo deslodado das lubrificações carnais”! Minha filha — toma um amante — para teu espírito! Meu filho — elege uma amiga — para o teu coração de homem!

• Enfim, a sogra conseguiu ver suas realizações através das atitudes e aprendizagens de seu genro e sua filha. O amor continuaria vivo, enquanto cada um soubesse lidar com a forma de viver a dois. Ela revelava para si mesma: “Mas é preciso arrastar-me até ao fim das minhas revelações. Vamos: Palmira está pejada (grávida) de novo; o marido, sem que ninguém lhe falasse nisso, declarou já que iria aos Estados Unidos durante o resguardo puerperal”.

• Assim, o amigo de Leandro terminou de ler o manuscrito e quis saber sobre o final da vida da sogra. E Leandro finalizou: “D. Olímpia, depois que interrompeu com um gemido aquela sua página interminada, nunca mais levantou a cabeça dos travesseiros, vindo a falecer da moléstia que a prostrava”. Mas antes disso, tomando as mãos, de Leandro e Palmira, lhes disse: “Logo que eu feche os olhos, disse-lhes compassadamente, abram aquela gaveta da minha secretária, cuja chave está debaixo deste travesseiro, e tirem de lá o manuscrito que fui escrevendo depois que Palmira se casou. Encontrarão aí a justificação plena de todos os meus atos e de todas as minhas palavras. Foi por amor de ti, minha filha, que concebi aquelas idéias, e foi para ti, meu genro, que as escrevi. Leiam-no ambos com atenção e procurem seguir à risca os preceitos que lá se acham estabelecidos”.

Personagens do livro:
• Olímpia da Câmara: Sogra
• Dr. Virgílio Xavier da Câmara: Médico, primeiro marido de Olímpia
• Dr.César Veloso: médico, viúvo, amigo da sogra e posteriormente seu esposo
• Gastãozinho: Filho (que morreu) de Olímpia e de Virgílio
• Palmira: Filha de Olímpia e de Virgílio
• Leandro de Oviedo: genro, casado com Palmira