domingo, 21 de agosto de 2016

A Revolução dos Bichos (George Orwell)


A Revolução dos Bichos (George Orwell) A Revolução dos Bichos, de George Orwell, se passa numa granja liderada, inicialmente, pelo Sr. Jones. Porém, insatisfeitos com a dominação e exploração e liderados pelo Porco Major, os animais decidem fazer uma revolução. Assim, o inimigo seria aquele que anda sobre duas pernas. Os animais se organizam e expulsam Sr. Jones da granja, pois não queriam mais ser tratados como escravos dos humanos. Os porcos passam a liderar a granja, considerando-se os animais mais inteligentes. 

Os ensinamentos do Porco Major, denominados de Animismo, passam a predominar, mesmo após sua morte. Na granja, todos os animais são iguais entre si. Porém, “uns são mais iguais que outros”. Dessa forma, os porcos aprenderam a ler e escrever e tornam-se os líderes da granja. O porco Bola de neve tem o plano de construir um moinho. Napoleão é contra. Há uma eleição do líder da granja, e apesar da maioria ser a favor de Bola de Neve, Napoleão arma um plano certeiro para que Bola de Neve seja expulso da granja e taxado de traidor. 

Protegido por cães ameaçadores, Napoleão lidera a granja de uma maneira ditadora; constrói o moinho, e há economia de comida, os animais trabalham várias horas seguidas. Começa uma nova escravidão, onde agora os animais são explorados pelos porcos. Para a construção do moinho, são necessários materiais que não podem ser produzidos na granja, e com isso, Napoleão começa um contato comercial com humanos, por intermédio de seu advogado, Sr. Whymper. Nesse momento, os porcos se mudam para a casa grande, onde o Sr. Jones vivia, apesar de anteriormente ser proibido. Segundo eles, era necessário um local onde pudessem repousar, já que, por serem muito inteligentes, faziam muito esforço para governar a granja. Os porcos eram extremamente persuasivos. Garganta era braço direito de Napoleão e andava pela granja defendendo seu “mestre”. 

Acontece uma tempestade e o moinho de vento é derrubado; a culpa cai sobre Bola de Neve. Os animais passam a racionar ainda mais a comida. Mesmo assim, Napoleão passa para os humanos a impressão de haver muita comida. Assim, vai se concretizando a República dos Bichos. Porém, alguns animais começam a questionar que a vida estava pior do que na época do Sr. Jones; estavam trabalhando mais, comendo menos, e os mandamentos feitos no começo da Revolução não estavam sendo cumpridos. Esses animais questionadores foram acusados de serem cúmplices de Bola de Neve e, ao se entregarem, foram mortos. 

Frederick e seus homens invadem a granja e explodem o moinho. Os animais, revoltados com mais uma vez a destruição do moinho, enfrentam e expulsam os homens. Mais uma vez os animais trabalham demais, sem comida. Sansão, muito trabalhador, adoece e Garganta diz que virão buscá-lo para um tratamento fora da granja. Um carro vem buscá-lo e os animais percebem que era um carroção do matadouro através do letreiro do carro. Porém, Garganta dá uma desculpa, os animais aceitam, e Sansão nunca mais aparece. 

Pouco a pouco os animais que viveram a época do Sr. Jones foram morrendo, e foi se esquecendo como era antes da Revolução. Como um irônico desfecho, os porcos aparecem andando sobre duas patas, contrariando um dos mandamentos do início da Revolução, onde “quatro patas bom, duas patas ruim”. E, finalmente, os porcos unem-se definitivamente aos humanos.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

O Rouxinol (Kristin Hannah)


“O Rouxinol”, narra a história de Vianne Mauriac e sua irmã Isabelle Rossignol. O pai destas meninas servira durante a Primeira Guerra Mundial e voltara dos campos de batalha destruído física e emocionalmente. Algum tempo depois a Sra. Rossignol acabara falecendo, o que desestruturara a família completamente. Vianne e Isabelle foram abandonadas aos cuidados de uma mau humorada senhora que cuidava de uma grande casa e ela estava na família a gerações e desde este instante a felicidade foi um assunto quase esquecido pelas irmãs Rossignol. 

Aos 16 anos Vianne construira sua família ao lado do marido Antonie, saindo do julgo do pai, mas Isabelle percebera logo que naquela nova família não teria espaço para ela, indo de internato em internato, de fuga em fuga. 

Anos depois, já adultas, essas garotas se veem novamente vivendo a dura realidade da guerra. Isabelle completa dezoito anos no estopim da Segunda Guerra. 

Quando a França fora invadida, os nazistas começaram a tomar conta das cidades e o Holocausto começara a se espalhar por toda a Europa. Vianne se via em difíceis situações onde teria que escolher entre salvar sua família ou enfrentar o inimigo. Seu marido fora recrutado para servir durante a guerra e sua pequena filha dependia totalmente dela para sobreviver. 

Já Isabelle, essa jovem rebelde e contestadora, decidira que não abaixaria a cabeça aos intrusos que estariam tirando tudo de sua família, amigos e de todos os franceses. 

*** 

França, 1939: No pequeno vilarejo de Carriveau, Vianne Mauriac se despedira do marido, que rumara para o fronte. Vianne, dona de uma propriedade grande e com uma bela e saudável horta, via seu marido partir, sua casa ser saqueada e dominada por um alemão e sua filha crescer com fome e dor. Vianne não acreditava que os nazistas invadiriam o país, mas logo eles chegaram em hordas de soldados em marcha, caravanas de caminhões e tanques, aviões que escureciam os céus e despejando bombas sobre os inocentes. 

Quando o país fora tomado, um oficial das tropas de Hitler requisitara a casa de Vianne, e ela e a filha foram forçadas a conviver com o inimigo ou perderiam tudo. De repente, todos os seus movimentos passaram a ser vigiados e Vianne fora obrigada a fazer escolhas impossíveis, uma após a outra, e colaborar com os invasores para manter sua família viva. 

Já Isabelle, irmã de Vianne é uma garota contestadora que leva a vida com o furor e a paixão típicos da juventude. Isabelle não resiste ao abuso da Alemanha e se afilia ao partido comunista, mergulhando em perigosas missões que buscavam diminuir a força do governo alemão. Enquanto milhares de parisienses fugiam dos terrores da guerra, ela se apaixonara por um guerrilheiro e decidira se juntar à “Resistência”, arriscando sua vida para salvar os outros e libertar seu país. 

Com isto, as duas irmãs se afastaram por discordarem sobre a ameaça da ocupação nazista. Com temperamentos e princípios divergentes, cada uma delas precisava encontrar o próprio caminho e enfrentarem questões morais, e escolhas de vida ou morte. 

Durante o período da guerra os franceses viram seus homens partirem para guerra, seus recursos naturais serem esgotados, suas casas serem invadidas, seus bens serem saqueados, e suas mulheres e crianças morrerem de fome ou serem abusadas das piores formas possíveis. Durante a guerra muitas pessoas morreram por serem diferentes, por passarem fome, por expressarem sua fé, por lutarem pelo próximo, ou por simplesmente serem mulheres. 

E as irmãs Vianne e Isabelle passaram por tudo isso: roubo, separação, abuso, fome, perdas. Elas passaram anos em uma guerra e experimentaram formas dolorosas de amadurecer e vencer as dificuldades da vida.